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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Velhas vozes - Uma ótima leitura para radialista nenhum botar defeito.

Lula Vieira*
Tudo que eu quis na vida foi ser locutor esportivo. Ou piloto de avião. Mas a preferência era para ser mesmo locutor esportivo, como o Fiori Gigliotti, da Rádio Bandeirantes, de São Paulo. (“Tarde de sol no Morumbi, torcida brasileira! Abrem-se as cortinas do espetáculo e começa o jogo… balão subindo, balão descendo, toque de bola do Santos, todo de branco no palco verde do maior estádio particular do mundo…”). Fui o único moleque que fazia de tudo para entrar de graça nos estádios só para ficar acompanhando o trabalho das equipes de rádio.

A vida que eu queria, quando tinha 11, 12 anos, era viver de estádio em estádio narrando jogos de futebol ao microfone de uma emissora. Isso sonhando alto. No fundo eu aceitava ser repórter de campo como o Tom Barbosa, também da Bandeirantes (“O lance foi exatamente como você narrou daí de cima, Fiori. Mengálvio mandou um tirombaço na gaveta superior esquerda do arco de Poy, cravando mais um gol do alvinegro da Vila Belmiro…”).
Pensando bem, era até injusto, pois um bom repórter de campo é fundamental para dar vida a uma transmissão. Naquele tempo se chamavam “Jornadas Esportivas” e tinham o patrocínio da Gilette e da Brahma (“Barba feita… bem-feita… perfeita… com Gilette Azul”). Minha avó morava na mesma rua da Rádio Nacional de São Paulo e eu pegava nas salas da emissora textos velhos e ficava em casa treinando locução numa lata de massa de tomate Elefante.
Eram textos de comerciais para leitura do chamado locutor de cabine ou então roteiros de novela ou programas especiais, que não admitiam a improvisação genial dos narradores esportivos, mas era o que eu tinha à disposição para tentar aprender. (“Somente o amor à beleza pode explicar os milagres luminosos de Lustres Bobadilha. Cada lustre é uma verdadeira obra de arte. Ideias luminosas – Lustres Bobadilha”). Esse texto era lido pelo Sílvio Santos, que fazia o horário do começo da tarde, na função de locutor comercial do “Programa Manoel da Nóbrega”.
Assim eu posso começar contando como cheguei na propaganda. Pelos papéis velhos esquecidos nas mesas de uma emissora de rádio. Nunca mais vi o Sílvio Santos de perto. Agora você deve estar perguntando: “E que merda eu tenho a ver com isso?”. Pois vou responder: nada. Tem razão.
Mas é que assisti pela vigésima vez ao filme “Boleiros”, do Ugo Giorgetti, que tem uma narração esportiva fictícia como parte da trilha sonora e me deu uma enorme saudade dos jogos de futebol ouvidos no rádio. Acho que jamais na vida real um jogo foi mais emocionante do que o que a gente ouvia nas vozes dos velhos mestres do microfone.
*Publicitário/Diretor de marketing da Ediouro
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