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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O Ibope e suas Histórias


Tuta: “A gente dava uma subida no IBOPE quando assinávamos o Instituto”.

Faz tempo que eu procurava essa entrevista e a econtrei no site do meu amigoRicardo Gurgel, via Gabriel Passa que citou a fonte original, o blog Cheni no Campo. São opiniões polêmicas, emitidas por um dos pilares do radialismo no Brasil. O texto é bem grande e vale muito a leitura. Acompanhe abaixo:

“Para fechar o ano o BLOG trás aqui uma entrevista exclusiva com uma dos maiores nomes da comunicação desse país. Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o popular “Seu Tuta” é jornalista, diretor de tv e empresário, seu Tuta é filho de Paulo Machado de Carvalho e presidente da Rádio Jovem Pan. Começou sua vida profissional na Rádio Panamericana em 1949. Em 1951 assumiu a direção da emissora e ficou até setembro de 1953, quando deixou a rádio, transferido para a TV Record pouco antes da sua inauguração (27 de setembro de 1953). A TV Record também pertencia ao grupo de comunicações comandado pelo Dr. Paulo Machado de Carvalho. Seu Tuta recebeu o BLOG em uma terça-feira a tarde, a entrevista rolou num clima de bate papo, durou uns 25 minutos e foi  realizada em uma das salas da central de operações técnicas da Rádio Jovem Pan o que deixou repórter e o entrevistado bem mais a vontade.
Esse senhor de 80 anos esbanja saúde e bom humor. Entende como poucos do ramo de comunicação, além da carreira falou do IBOPE, na verdade questionou bastante seus métodos de pesquisa e teve a coragem de falar que seus números são mentirosos e que o Instituto é tendencioso.
Confira a entrevista:
BLOG - Gostaria que o senhor falasse um pouco da  história da Jovem Pan. Um veículo de comunicação tão respeitado. Uma marca forte!Como foi essa trajetória de tantos anos tocando uma das principais emissoras de jornalismo e  esporte co Brasil?
Seu Tuta - É, eu sou novo no pedaço. Fiz 25 anos de TV e 35 de rádio aqui na Jovem Pan, então 60. Sessenta anos fazendo alguns gols fora da área, levando alguns também e assim vai. “Eu acredito no rádio sempre, o rádio é incrível”
BLOG - E pra quem não sabe, é o senhor que administra até hoje a rádio? Mesmo com toda essa experiência o senhor poderia estar tranqüilo, deixando alguém dirigir a emissora para o senhor, mesmo assim,  faz questão de seguir a frente da rádio?
Seu Tuta - Sem dúvidas. Se eu mesmo não fizesse eu ia dar pra quem?  Eu tenho um espelho em casa que eu sempre vou lá e falo: “espelho, espelho meu, quem é melhor do que eu? Ah, não tem, você é bom pra caramba.
BLOG - O rádio ainda é uma paixão, apesar de todas essas mídias, todas essas tecnologias, público novo. Pra quem tá começando agora a ter um contato com o rádio, ainda é uma grande comunicação de massa ou está perdendo espaço para o Facebook, Twitter e outras mídias?
Seu Tuta - Não. Eu acho que não perde nada, junta, aumenta o espaço. Cada um na sua. Falaram que a televisão ia acabar com o rádio, não acabou. A internet veio pra juntar, pra se associar. Eu acredito no rádio sempre. O rádio é incrível. Ele chega falando, chega nos lugares mais distantes. Você ouve o rádio tomando banho, fazendo barba, fazendo outras coisas que não são publicáveis. E tudo de bom, entendeu. O rádio é a maior força que eu acho.
BLOG – Qual será o futuro do rádio AM, principalmente nos grandes centros, que tem às vezes algumas dificuldades de freqüência, de ouvir. São as mídias migrando para o telefone, e reproduzem em FM. Qual o futuro especificamente do rádio AM, seu Tuta?
Seu Tuta - Eu acredito que seja o rádio assumir o lugar das TVs, que é uma idéia de colocar aí no canal cinco. Colocar várias rádios, ou todas as rádios no canal. Então vai ter um som melhor e vai chegar melhor. É claro que o rádio AM sofre. Sofre as conseqüências da grande cidade. Você passeia na Paulista e a Jovem Pan pega um pouco pior, então não pega tão bem, mas se você passar o dial na Bandeirante e nas outras, você vai ver que elas pegam pior que a nossa. Então sei lá, eu acho que vale pra sempre. “Muita gente está ouvindo o rádio pela Internet, muita gente”
BLOG - E o que já é feito hoje pelas principais emissoras, reproduzir a programação em FM é um caminho muito bem ser utilizado?
Seu Tuta  - Claro. A nossa  internet (JP) fazemos corrida de automóvel (F1), tem muita gente do Japão, muita gente dos Estados Unidos os ouvintes ficam pendurados na gente.  E quem sai do Brasil hoje em dia, tendo a internet, ele está seguindo a programação da rádio. Pode estar onde estiver, está seguindo a programação, então isso é muito bom. Agora qual o número disso? É difícil de comprovar, vamos dizer, um número grande no Japão, nos Estados Unidos, mas já é um número bem grande. “Fizemos pesquisas por telefone e o resultado do IBOPE era sempre diferente”
BLOG - E quando a gente fala de número a gente tem hoje o principal instituto de pesquisa que na verdade é o único que mede audiência de rádio. Tem até a possibilidade de outro instituto começar a medir a audiência em televisão. Qual a relação da Jovem Pan com o IBOPE? Se a emissora assina o IBOPE? Já foi questionado anteriormente, até pela emissora, alguns números do IBOPE, eu falo isso porque no BLOG a gente também questiona isso. Publicamos os números da audiência, sabemos que é um assunto um tanto quanto delicado. Mas, qual é a relação da Jovem Pan com o IBOPE?
Seu Tuta - Eu acho que não há nenhuma relação. Nós tentamos no passado, há 40 anos, seguirmos o IBOPE, fizemos pesquisa por telefone pra saber o IBOPE. Onde eles vão fazer o futebol? Aonde eles vão pegar? Vão pegar no Brás, em tal rua, em Perdizes. E nós fazíamos por telefone e o resultado era outro diferente. Então eles diziam que quem tem telefone era diferente de quem não tinha telefone. O bairro era o mesmo, a qualidade de vida do pessoal que vive, salário era sempre o mesmo. Cada bairro que você vai é um nível. Então eu achei que isso era fajuto. E depois as coisas fajutas deles, eles fazem pesquisa se você for ver. Vai ver que a Globo, tem na classe A, um grande público, mas não é verdade. E porque que não é verdade? Por que quando eles tocam a campainha num bairro melhor de São Paulo, quem atende é a empregada. E a emprega não vai acordar o patrão e perguntar ou interromper pra fazer isso. Então é um resultado fajuto que isso tem. Tem e não querem mudar, por que a gente fala “pô”, mas é a empregada que vai atender. Não dá certo. E outra coisa, não fazem em prédios. Nosso público tá todo em apartamento. É público de classe média. Então se eles não fazem em apartamento, então grande parte do nosso público tá fora. Então é difícil concorrer.“ A gente dava uma subida no IBOPE quando assinávamos o Instituto”
BLOG - O IBOPE é contestável até hoje?
Seu Tuta - Ah, sem dúvidas. Por que eu trabalhava na televisão. Então na época que eu trabalhava na televisão, às vezes uma hora caia, não tinha força. Então no teatro Record na Consolação, ficava uma hora sem força. E a gente ia ver no dia seguinte, primeiro lugar. Falava “pô”, como é que é. Ficamos uma hora fora do ar. Ah, mas o público ficava esperando. “Pô”, esperando uma hora. É impraticável. Agora hoje em dia eles têm um sistema novo que é fazer por televisores. Então é um sistema que, aparentemente, todo mundo fala: oh, o sistema é muito bom, perfeito! Eu acho que não é. Porque que não é? Por que eles colocam 100 televisores, ou 150 televisores nas casas, em São Paulo, certo? Só que o televisor não é mudado de casa pra casa. Então o homem do IBOPE fala, não, se a gente fizer uma pesquisa aqui entre quatro pessoas, a audiência que dá é relativa/igual, então deu meio a meio pra cada um, é válido isso aí. Mas se fizer no outro dia com as mesmas pessoas, ou se fizer depois de uma semana com as mesmas pessoas, e se fizer depois de um ano com as mesmas pessoas, o resultado é sempre o mesmo. Não há mudanças. Tem que mudar o pessoal que é entrevistado, que é pesquisado. Então nas casas botam 100 aparelhos e falam: ah, mas não tem condição da gente mudar 100 aparelhos toda semana. Tudo bem. Então eles fazem, se quiserem, uma semana com dias diferentes de uma pesquisa e depois fala, agora nós vamos fazer daqui a seis meses. Quando nós mudarmos os aparelhos de lugar. Porque quem gosta de futebol vai gostar todo dia que ele for perguntar. E quem não gosta de novela não vai gostar nunca.
BLOG - E no caso da rádio, se a Jovem Pan se assinasse o IBOPE, você acha que de repente os números seriam mais favoráveis?
Seu Tuta - Olha, eu acredito que sim. Eu to sacando uma coisa que é difícil. Mas no passado, quando algumas vezes a gente autorizava a pesquisa que era feita, a gente dava uma subida no IBOPE. Depois outra coisa que eles fazem. Se você notar, você vai ver o seguinte, que a Bandeirantes tem 0,30, A Pan tem 0,28, a Eldorado tem 0,25, mas o mês inteiro, o ano inteiro fica assim. A diferença é mínima. Então o que eles fazem às vezes, eles vão aumentando um dígito pra Bandeirantes, já passou pra 0,31. Aí ele colocou um dígito pra Pan também. Cada um fica satisfeito e fala: poxa vida, estamos melhorando, nos subimos, mas eles não comparam. Então o que acontece, depois alguns meses que eles vão subindo, subindo, eles tem que parar de subir. Por que senão eles atingem um número que nem existe de ouvintes.
BLOG - O senhor acredita hoje que o que é divulgado, por exemplo: a Globo é líder de audiência com bola rolando em programas esportivos. A Jovem Pan lida diretamente com o público mais direcionado para o jornalismo, que tem a concorrência da Bandeirantes. A Jovem Pan concorre com  a Bandeirantes e a Globo com a Capital, é isso? Porque a gente sabe que a Jovem Pan tem pesquisas internas, já mediu muita audiência. Tem uma FM hoje que é um canhão que não aparece nas pesquisas de futebol. Qual a opinião do senhor?
Seu Tuta - Eu não acho que seja isso! Eu acho o seguinte, que a Globo dá 30 de audiência hoje em dia. A Rede TV dá 2, certo? Porque que a Rede TV não tenta aumentar o dela, porque ela fala assim: não a Globo tem 30 é imbatível. Não. Imbatível 30 “não” é Globo, só que sobrou 70.
BLOG - E no rádio o senhor acha que é assim também?
Seu Tuta - Claro! Por que não? E deve variar de dias a dias. Tem dias que você tem uma transmissão melhor, um jogo melhor. Tem que dá mais do que o outro dia que teve um jogo fraquíssimo.“As agencias de publicidade  aceitam o IBOPE”
“Ninguém nunca viu o IBOPE”
“O IBOPE é mentiroso”
BLOG - O IBOPE que foi até questionado pelo BLOG, da gente acompanhar no dia a dia de pesquisa na rua. (Tuta diz: nós já acompanhamos) E eles dizem que pode interferir a presença de um repórter. O senhor acha que se houver uma mobilização das pessoas que, não questionam, mas que querem saber mais do IBOPE. Eles podem se sensibilizar e autorizar e se a Jovem Pan tá junto nessa? De repente pra fazer uma matéria no dia a dia com o IBOPE?
Seu Tuta - Sabe o que acontece? Quem aceita o IBOPE são as agências de propaganda. Não é o público que aceita. Então o que acontece. Pra agência é mais simples botar no primeiro lugar num tanto, num segundo um tanto, no terceiro até ela pesquisar que aquilo tá errado. Se ela provar que o IBOPE tá errado, ela não ter argumento pra vender. Então é esse que o problema. As agências de propagandas que são as grandes culpadas. Porque você vai em certas agências fala: oh, queria anunciar na Jovem Pan. Não, não, eu só anuncio no primeiro. Ah, mais o primeiro é um público mais normal, baixo, é C, D, e a Jovem Pan é A. Não, mas não me interessa, quero colocar no primeiro e acabou.
BLOG - Eu me lembro que teve uma mobilização da Jovem Pan, até questionando o que já foi questionado no BLOG a respeito do IBOPE. Por que o senhor parou, cansou? Pensa em fazer isso novamente ou não vale mais a pena?
Seu Tuta - Não. Na época tinha o show de rádio. Então a gente fez o homem do IBOPE, que chegava na casa das pessoas e falava – vem cá, quantos anos o senhor mora aqui? Trinta anos. Já alguma vez já passou o IBOPE pela sua casa? Não, nunca. Então isso a gente não precisa voltar a fazer, é só pesquisar entre seus amigos, onde você estiver. Numa festa. E pergunta – alguma vez você já viu o homem do IBOPE? Perguntar qualquer tema, qualquer coisa. Pode ser política, rádio, televisão, o que quiser. Ninguém nunca viu.
BLOG - O IBOPE é mentiroso então?
Seu Tuta - Sem dúvidas, né! Vale a verdade deles, né. A verdade que interessa pra eles. Eles faturam as verbas e tudo bem. Eu não me conformo com isso.
BLOG - E isso muda alguma coisa na Jovem Pan?
Seu Tuta - Não, não! Pra nós não muda.
BLOG - E se tivesse um outro instituto de pesquisa pra rádio também, seria interessante?
Seu Tuta - Sabe o que acontece? Nos Estados Unidos o instituto de pesquisa não pertence a ninguém. São grupos capitalistas que botam dinheiro naquilo lá, então faturam. Agora no Brasil é difícil você conseguir isso, por que casa um tem seu interesse. Então uma vez juntaram-se as rádios pra fazer um grupo de emissoras de TV que iam fazer uma pesquisa, tudo bem. Então o que a gente fez. A gente pego, foi fazer uma pesquisa de IBOPE e falou – vamos fazer uma casa. Naquele tempo existiam aquelas antenas particulares, cada um virado para o seu canal. Então no nosso desenho, tinha um garoto em cima da casa virando a televisão, acertando a televisão. Aí o pai lá embaixo com um radinho – filho, 1 a 0, quer dizer, o cara ainda não tinha acertado a televisão e a gente já tava informando. Agora não há o que fazer. Enquanto não tiver alguém que quebra a castanha deles, não adianta. Eles são os que mandam na coisa e é uma coisa terrível. Eu acho que o IBOPE instantâneo é péssimo. Porque você põe um cara lá na escuta, Gugu, sei lá, qualquer um que for programador, aí o programa começa a sair bem, aí ele fica numa entrevista três horas, porque fica dando ou cai, mas só que ele tá enganado porque são só aqueles 100 aparelhos.
BLOG - O IBOPE prejudica o jornalismo? Esse IBOPE de televisão que é segmentado?
Seu Tuta - Sem dúvidas. É péssimo.“ Na internet quem se mete a besta quase quebram por ai”
BLOG - O senhor tem uma visão empresarial muito boa, porque muita gente fala hoje que o futuro da rádio e da TV é a internet. A Jovem Pan online está no ar  há 4 anos. O senhor teve essa visão antes. Eu gostaria que o senhor falasse um pouco mais dessa mídia que está crescendo, que leva a programação do rádio pra internet?
Seu Tuta - Sabe o que acontece? Acontece que com imagem é muito difícil. É muito caro pra se fazer. Então, você querer se comparar com a televisão é difícil porque o material que se usa de câmera e tudo é um material caríssimo. Então no nosso caso, nós estamos há três anos, mas nós estamos remando assim um pouco, não estamos botando tudo, por quê? Porque é muito caro. Não vê a UOL, alguns que se metem muito a besta quase quebram por aí. Precisam de muito dinheiro pra fazer, entendeu? Então a gente não tem isso.
BLOG - Mas é esse o caminho?
Seu Tuta - Claro! Porque você tem tudo junto. Você não vai ter a imagens, vai ter o som, vai ter outros programas, coisas que você pode fazer. Só que é muito caro, né! Não dá pra se meter a besta, porque, é isso aí, tem que por o pé no chão e ir de acordo com o que dá pra fazer.“Eu não escuto outras rádios”
BLOG - A gente lembra também, o ouvinte de rádio que, o rádio tradicional ele era muita informação do repórter e hoje, não só na Jovem Pan, Transamérica, Globo, a maioria das emissoras elas estão, não limitando, mas diminuindo o espaço do repórter e ampliando o espaço de comentário. Na Jovem Pan a gente tem o Esporte em Discussão que vem logo depois do programa normal. É um programa que deu certo. Eu queria que o senhor falasse dessa fórmula e se o senhor concorda que cada vez mais o rádio está dando espaço para o comentário, para o comentarista, tanto para o profissional da casa como o ouvinte?
Seu Tuta – Eu acho que o comentarista tem que ter o espaço dele pra dizer se está gostando do jogo, se a opinião dele é igual a do ouvinte. Mas na verdade o repórter é muito mais importante. Sem dúvida. Veja que as transmissões todas que a gente faz fora, por TV, que foi uma coisa que a gente lançou e que todo mundo achou que era absurda, que imagina a rádio não vai lá pessoalmente, mas ela vai, vai com o repórter. Só que é impraticável se você quiser mandar o seu repórter sábado para Pernambuco, domingo não sei pra onde, depois pra Recife. É impossível. Não a grana que sustente isso aí. Então o que a gente faz, nós temos um repórter em cada cidade. Então o que custa mais barato? Custa mais barato a passagem de avião que é cara, a refeição que é cara, hotel que é caro, e ele presta o mesmo serviço.“Normalmente eu ouço a transmissão assistindo TV.que é meio desagradável”
BLOG - Isso não descaracteriza a programação do ouvinte diário da rádio?
Seu Tuta - Eu acho que não. Se você ouvir a rádio com um repórter que ta fazendo em Recife, qual é o problema? A diferença é que você teria um Vanderlei Nogueira, um repórter muito mais experiente pra fazer, talvez fizesse um pouco melhor, mas no frigir dos ovos é igual.
BLOG - Quais são os grandes nomes hoje do jornalismo esportivo? Um narrador, um comentarista e um repórter, sem ser da Jovem Pan?
Seu Tuta - Vou dizer uma coisa pra você que algumas pessoas não acreditam. Eu não escuto outras rádios. Não tenho a mínima ideia. Eu não ouço, porque o problema meu é fazer o melhor possível com o pessoal que eu tenho. Não me interessa o que o outro está fazendo. Se eu fizer perfeito, um serviço muito bom, com reportagem…, eu vou ser o primeiro sem querer saber quem tá fazendo pro outro, que é muito complicado.
Blog - Então da casa?
Seu Tuta - O Nilson, o Vanderlei, Flávio Prado, são os principais da casa, vai. Não tem. O problema é esse. Nós fazemos muito bem. A transmissão nossa é muito boa, então não tem o que discutir. Normalmente eu ouço a transmissão assistindo TV. Ela é meio desagradável porque ou ela está um pouco adiantada ou atrasada em relação ao jogo, mas aí é minha obrigação. Eu tenho que ouvir, saber que o nosso locutor deu antes o gol, que não é antes, por causa do delay, ou que deu atrasado. Mas aí você verifica o que eles deixam de dar. O que eles não dão do que acontece em campo.”
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