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domingo, 11 de outubro de 2015

Seria possível gravar um comercial de TV ou spot de rádio em um iPhone?


     
Até que ponto o equipamento e espaço de gravação fazem a diferença na locução publicitária? Seria possível gravar um comercial de TV ou spot de rádio num iPhone? Daria para regravar um trecho de roteiro num hotel quando a locução original foi gravada num estúdio profissional? Resolvi fazer uma experiência, sem preconceitos, e a conclusão foi surpreendente.
---artigojason


Ao longo dos anos, investi dinheiro para montar um estúdio profissional com equipamentos profissionais: microfones da Neumann e pré-amplificadores da Neve e Avalon, por exemplo. Li dezenas de livros e com a ajuda de colegas da área, montei uma cabine acusticamente tratada que é ideal para a gravação de voz falada. E por causa do tempo e do dinheiro que investi, fico desconfiado quando um profissional da área me diz: "Cara, acabei de gravar um spot de rádio usando apenas o meu iPad e um Apogee MiC!" Ou pior: quando um produtor me liga, pedindo uma refação de um trecho do roteiro: "Pode gravar no seu iPhone mesmo que a gente dá um jeito aqui".
Porque investir milhares de reais em equipamento e tratamento acústico se podemos trabalhar com soluções bem mais baratas e práticas? Quanto precisamos gastar para alcançar um resultado razoável? Seria possível, mesmo, gravar um spot de rádio ou comercial de TV em um espaço sem nenhum tratamento acústico e com um microfone que liga diretamente no iPad? O público final não perceberia a qualidade inferior da gravação? Daria para juntar um trecho de texto gravado num iPhone com um trecho maior gravado com um Neumann, sem ouvir diferença gritante no mix final? Ou seja, até que ponto o equipamento e espaço de gravação fazem a diferença na locução publicitária?
Quis brincar um pouco com os paradigmas do nosso mercado e para isso solicitei a ajuda de dois profissionais que admiro e nos quais confio: a minha esposa Simone Kliass e o nosso amigo Niper Boaventura, da produtora de áudio DaHouse. O teste foi simples: gravei locuções com a Simone em quatro situações diferentes: 1) com um microfone Neumann U87 e um pré Neve Portico 5015 dentro de um estúdio profissional; 2) com um Apogee MiC plugado num iPad num ambiente sem nenhum tratamento acústico; 3) com um Apogee MiC plugado num iPad e coberto por um Kaotica Eyeball no mesmo ambiente sem tratamento acústico; e 4) com um iPhone 6 dentro de um carro.
Depois de finalizar as gravações, enviei os arquivos de áudio bruto para o Niper com um desafio: pedi para ele me mostrar o que era possível, sem preconceitos e sem dor. O Niper, além de um ótimo produtor musical e técnico de som, é um baita locutor. E ele sabe muito bem trabalhar com arquivos de voz usando os melhores recursos de edição disponíveis no mercado. O objetivo era aproximar ao máximo possível a gravação feita no iPhone dentro de um carro, e os outros arquivos gravados com um Apogee MiC dentro de um espaço sem tratamento acústico, à qualidade da gravação feita com um Neumann U87 e um Neve Portico 5015 num estúdio profissional. Daria para enganar o público? Niper fez a mágica dele no Pro Tools e me enviou três arquivos: um arquivo com as locuções tratadas e sem trilha, outro com as mesmas locuções tratadas e com uma trilha leve e um terceiro arquivo com as mesmas locuções tratadas e uma trilha pesada.
O resultado foi inesperado.
Em vez de entrar em detalhes, postei os arquivos de áudio nesta playlist.
Em primeiro lugar, você vai encontrar o arquivo com as gravações brutas. Se quiser, pode baixar este arquivo e jogar no Pro Tools (ou outro DAW) para ouvir e ver a diferença no som captado em cada situação. A diferença no áudio bruto é grande, como é de esperar. A faixa de frequências do iPhone, por exemplo, nem chega perto do resultado alcançado com o Neumann U87. Depois você pode ouvir e baixar o arquivo de áudio tratado, mas sem trilha. Aqui, a diferença entre os arquivos começa a ficar mais difícil de perceber. E finalmente você vai encontrar os arquivos com trilha leve e com trilha pesada. Principalmente aqui a diferença no som, depois de tratar os arquivos e mixar com as trilhas, foi bem menor do que eu esperava. Daria para enganar o público final, sim.
Seguem as observações do próprio Niper:
"Não tentei aproximar os sons, tratei eles individualmente para preservar as características e fiquei impressionado com a proximidade de qualidade! TODOS passariam tranquilamente por mim e eu os colocaria em trabalhos, inclusive misturando takes de mics diferentes. O único que vejo problemas é o iPhone. Ele gera um tipo de distorção nos médios agudos, o que dificulta o entendimento de algumas palavras, bem audível na palavra "carro" que acaba soando "cauo" e os "f"s. As gravações com o Apogee MiC têm um pouco de reverb que com a trilha fica imperceptível. Usei mesmo assim o SPL De-Verb para suavizar, mas ele tá agindo bem pouco. O Eyeball deixa a locução mais velada; não curti ele quando usei também. Resumindo, eu não investiria num Neumann e sim em tratamento para o local de gravação e um microfone mais em conta".
Vou usar este post para elaborar uma matéria sobre este assunto para a revista Sound on Sound, então eu gostaria de pedir para vocês locutores e produtores compartilharem as suas opiniões aqui também. É claro que um locutor trabalhando em casa não vai conseguir (com muita facilidade pelo menos!) deixar o som de um iPhone próximo ao som de um Neumann. Esta façanha exige um conhecimento profundo de Pro Tools e dos plug-ins disponíveis no mercado. Mas se o Niper consegue alcançar resultados aceitáveis com todos os arquivos que gravei, fico pensando: até que ponto vale investir em equipamento e espaço de gravação de nível profissional?
Cheguei à conclusão de que alcançar o sucesso na locução publicitária depende muito mais do talento e experiência do locutor, e da capacidade deste profissional em respeitar prazos, do que de comprar os mesmos equipamentos de gravação usados pelas melhores produtoras de áudio. É claro que entre dois locutores com o mesmo talento e com a mesma capacidade de cumprir prazos, a qualidade dos arquivos enviados de um home estúdio será determinante. Mas, para quem quer avançar a carreira, vale mais fazer um curso de teatro e montar um espaço de gravação com uma acústica bacana do que comprar em 10x aquele belo microfone da Neumann.
(*) Jason Bermingham é locutor publicitário e jornalista nativo do estado de Califórnia nos Estados Unidos. Com estúdio próprio em São Paulo, ele trabalha com a esposa, Simone Kliass, locutora membro do Clube da Voz.
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